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O jornalismo pode esconder os factos científicos

23 Janeiro 2008

 

How journalism can hide the truth about science

 

O processo científico é de longe menos linear do que a imagem que os media sugerem com a sucessão de descobertas que divulgam. Mas, uma simples reportagem pode distorcer os factos.

O retrato que os media fazem da ciência como sendo objectiva e auto-regulada é uma narrativa de arrogância, perpetuando a perspectiva de que a ciência é um processo de passos e descobertas lineares , não dando a noção das tentativas-erro que ocorrem pelo caminho.

O foco exclusivo para os produtos da ciência (a descoberta, a sua utilização e as suas implicações para a humanidade) cria expectativas irrealistas de que a ciência consegue sempre atingir os seus objectivos e quando são conhecidos publicamente os erros cometidos existe uma elevada quebra de confiança.

Contudo, existe forma de apresentar a ciência: com uma postura de humildade, dando ênfase ao facto de o conhecimento cientifico ser produzido através de processos continuados e aos caminhos errados muitas vezes percorridos que vão dar a becos sem saída. É por isso que é importante publicar os resultados negativos.

Se o jornalismo abordar a ciência desta forma, focará os processos, os métodos e as pessoas que envolvidas na construção do conhecimento. Se os redactores de ciência abordarem os temas de forma crítica e se tiverem um olhar mais profundo sob os processos e as pessoas envolvidas.A verdade é que a maior parte desses processos são muito aborrecidos e o público obviamente não se interessa, mas isso não implica que os jornalistas não compreendam esses processos para divulgarem as suas histórias da forma mais fiel aos factos e que incluam os resultados negativos.

Holger Wormer, professor de jornalismo de Ciência da Universidade de Dortmund na Alemanha, estima que apenas uma em cinquenta descobertas científicas noticiadas é realmente uma descoberta.

 

A ler o artigo completo no SciDev

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Science in School 6 e 7

21 Janeiro 2008

 

Science in School 6

‘Ask a scientist’ websites
Interview with Tim Hunt, Nobel Prize Medicine for descoveries on cell cycle

 

Science in School 7

What do we know about climate?
Free online teaching materials

 

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Histórias de Ciência 2007 – TOP 25

19 Janeiro 2008

 

 

 

Top 25 Science Stories of 2007

 

 

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…pois…

18 Janeiro 2008

 

Dificuldade,
pouco emprego
e médias altas afastam jovens de carreiras científicas

 

 

 

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Indicadores 2008 para C&T

17 Janeiro 2008

 

 

Indicadores de Ciência e Tecnologia 2008
Inclui informação relativa aos EUA e ao nível internacional

 

Destaque para o Capítulo 7:

Science and Technology: Public Attitudes and Understanding

e para a secção “Atitude do Público sobre temas específicos de C&T “:

    • Ambiente e Alterações Climáticas
    • Biotecnologia e Aplicações Médicas
    • Organismos Geneticamente Modificados
    • Nanotecnologia
    • Células Estaminais e Clonagem Humana

     

    Daqui

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    Políticos ignoram dados científicos

    6 Novembro 2007

    Aliás, a minha opinião pessoal é que melhor dizendo os políticos, uma vez que são no geral bastante ignorantes, tratam de desprezar demasiadas vezes os dados científicos porque não sabem o que fazer com esses dados, mesmo que sejam interpretados e comunicados por fontes diferentes) e não confiam assim tanto na comunidade científica (texto adicionado posteriormente à publicação deste post).

    Adiante que neste blogue não interessa muito a minha opinião. Voltemos aos factos… científicos:

    Segundo um relatório publicado pela associação sueca Vetenskap & Allmänhet, dedicada a promover o diálogo e a confiança entre o público e a comunidade científica, os políticos acreditam na investigação científica e confiam nos investigadores, mas não utilizam dados científicos importantes adquiridos nos novos estudos de investigação de medicina, tecnologia e ciências naturais.

    Paradoxalmente, de acordo com as entrevistas realizadas pela dita associação, os mesmo políticos que dizem que estes são os três campos científicos mais influentes para o desenvolvimento social.

    Este drama pode ocorrer pelo facto dos políticos terem na sua maioria formação nas áreas das humanidades e ciências sociais e que por isso têm mais dificuldade em compreender a informação das ciências ditas exactas e biológicas.

    O estudo realizado sugere que investigadores e políticos podem compreender-se mutuamente se tiverem mais oportunidades de contactarem, dialogarem e encontrarem formas de partilharem informação.

     

    Mais informação

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    O Futuro do Envolvimento do Público na Ciência

    4 Novembro 2007

     

    The Future of Public Engagement

    Os factos científicos não falam sozinhos – É um facto. Tem que haver quem lhes dê voz e  um contexto para serem compreendidos. A ler este artigo publicado na revista The Scientist e os textos extras disponíveis na caixa amarela paralela ao texto. Já agora, a ler também o editorial e explorar todo este número!

     

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    Ainda a Comunicação da Biotecnologia

    2 Novembro 2007

     

    Precisa a Biotecnologia de ser popularizada?

    Continuando ainda no assunto do post anterior,
    recomenda-se a leitura do texto de Filipa Ribeiro no Edit on Web
    com referências a autores de textos
    do número especial Talking Biotec
    do Biotechnology Journal

     

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    GripeNet 2007/2008 – A gripe em directo

    2 Novembro 2007

    O GripeNet está de volta pelo terceiro ano com algumas novidades, entre elas novos mapas mais interactivos, o projecto está agora acessível a cegos. O projecto conta este ano com o apoio da Universidade do Porto e da Universidade de Évora.

    Inscrevendo-se no site www.gripenet.pt , qualquer cidadão do continente ou ilhas pode participar activamente neste sistema, através do preenchimento de um questionário semanal de sintomas. São gerados automaticamente curvas de incidência gripal e mapas com a distribuição dos casos de gripe ao longo do território nacional.

    A informação assim recolhida complementa aquela que é obtida pelos métodos de vigilância convencionais, possibilitando uma detecção precoce de eventuais anomalias (surgimento de pandemias) e uma captação de pessoas que recuperam sem recorrer aos serviços de saúde.

    Este trabalho é acompanhado pelo desenvolvimento de modelos matemáticos e plataformas computacionais com capacidade para simular a propagação da gripe em Portugal e avaliar cenários de intervenção.

    Este ano, numa parceria com as Universidades do Porto e de Évora, os alunos, professores e funcionários destas duas instituições do ensino superior terão uma zona especifíca para a sua própria monitorização da gripe.

    A importância do alerta precoce

    Durante uma epidemia típica de gripe, cerca de 5 a 15% da população é afectada por infecções respiratórias. Para além de constituir uma séria ameaça à saúde dos mais novos, dos mais velhos e de pessoas com doenças crónicas, a gripe é também responsável por ausências ao trabalho e à escola, causando uma perturbação social e económica significativa. É causada por um vírus Influenza, facilmente transmissível pelas gotículas projectadas num espirro. Ocasionalmente, no entanto, a gripe é causada por um vírus de um novo subtipo, que, não sendo reconhecido pelo sistema imune, causa uma pandemia de grandes dimensões, ameaçando até os mais saudáveis.

    Estes eventos são difíceis de prever e, por isso, importa detectar o mais rápido possível um surto de dimensões acima do normal, de forma a desencadear medidas de prevenção e terapêutica. O Gripenet permite antecipar em cerca de uma semana a leitura da situação epidémica da gripe. De tal forma, que, recentemente, responsáveis do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças, com sede em Estocolmo, consideraram que o projecto pode ser uma ferramenta importante para a detecção antecipada de pandemias (como a da gripe das aves), adiantando que há interesse da Comissão Europeia em implementar o sistema em toda a Europa. Actualmente, para além de Portugal, participam a Bélgica e a Holanda; a Itália prepara-se este ano para o adoptar.

    Simultaneamente, a equipa do Gripenet vai extraindo outras informações úteis em matéria de saúde pública. Por exemplo, que é mais provável um holandês ficar em casa, quando contrai gripe, do que um português. Ou que os chamados suplementos vitamínicos não parecem conferir maior protecção perante o vírus da gripe.

    Nas duas últimas campanhas (sempre de Novembro a Abril), mais de 10.000 portugueses participaram activamente no projecto.

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    Semana Aberta de C&T – Aveiro

    1 Novembro 2007

    Programa e mais informações

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    Revista – Conversando Biotecnologia

    31 Outubro 2007

    Revista – Talking Biotech

    A palavra Biotecnologia provoca uma série de emoções, desde o deslumbramento até ao medo e à hostilidade. As pessoas compreendem facilmente a utilidade das biotecnologias aplicadas à saúde, muito próximas de cada um de nós. A percepção da sua importância parece ser imediata. Já com os mesmos tipos de tecnologias aplicadas na agricultura e na alimentação não se passa o mesmo. Mas, por exemplo, muitos dos queijos e iogurtes saborosos de que usufruimos hoje dependem das tecnologias biológicas.

    Não faltam mitos disseminados por aí sem qualquer tipo de pudor por pessoas com responsabilidades públicas. Existe um enorme desconhecimento e o debate racional não tem muitas vezes lugar. Como qualquer tecnologia, a biotecnologia pode ser aplicada com boas ou más intenções. Existem riscos e benefícios que devem ser tidos em consideração quando se opta pela sua utilização. O desconhecimento do público – de todos os públicos – é generalizado e as consequências podem originar o não aproveitamento de vantagens para as pessoas e para o ambiente.

    O Biotechnology Journal lançou um número intitulado “Conversando Biotecnologia” que tem diversos artigos disponíveis gratuitamente e que foca temas como a comunicação da biotecnologia e as dificuldades de comunicar com o público sobre a tecnologia de engenharia genética, mais conhecida pelo grande público pela produção de organismos geneticamente modificados. São também abordadas questões de bioética e de propriedade intelectual, entre outras.

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    Mais ilustrações de Diana Marques

    27 Outubro 2007

    © Diana Marques 2005

    A Diana Marques actualizou o seu portfólio de ilustração científica.

    Esta pupa e casulo de micro-traça (Wockia chewbacca) foi encomendado pelo Departamento de Entomologia do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, EUA.

     

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    Ilustração Científica | Scientific Illustration

    25 Outubro 2007

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    A seguir o blogue de Ilustração Científica de Filipe Franco

     

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    Artigos – Ilustração Científica – A Arte de Descrever

    23 Outubro 2007

     

    A revista argentina de ilustração Sacapuntas publicou três artigos sobre ilustração científica (ficheiros PDF):

    Ilustración Científica – El Arte de Describir – Parte 1

    Ilustración Científica – El Arte de Describir – Parte 2

    Ilustración Científica – El Arte de Describir – Parte 3

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    Livro – A ciência e a magia em Harry Potter

    21 Outubro 2007

     

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     A Ler no Rerum Natura