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Nº de alunos de Ciência em “queda livre” – Estará a “fuga de cérebros” a começar no Ens. Secundário?

14 Agosto 2006

Ontem a BBC News publicou um artigo no qual se constata que existe um número cada vez mais reduzido de alunos do Ensino Secundário que seguem para cursos de Ciência.

The CBI [Confederation of British Industry] said the number of A-level students taking physics had fallen 56% in 20 years. In chemistry the decline was 37%.

Num mundo cada vez mais dependente da Ciência e da Tecnologia tem-se vindo a verificar que na Europa existe um cada vez maior desinteresse dos estudantes por estas áreas.

O que não é de estranhar… Ora vejamos, os jovens e as suas famílias têm tomado consciência de que as licenciaturas nestas áreas não são fáceis de concretizar. A sociedade tem vindo a constatar que os cientistas vivem de bolsas uma grande parte das suas vidas, sendo que a vida profissional de quem quer fazer investigação científica é cada vez mais precária e instável. Ou seja, as profissões científicas estão a ser cada vez mais desvalorizadas.

Se os governos e as empresas querem cientistas, então têm que lhes dar condições para que tenham uma boa qualidade de vida.

Mr Lambert [CBI Director-general] said: “Employers are increasingly worried about the long-term decline in numbers studying A-level physics, chemistry and maths, and the knock-on effect on these subjects, and engineering, at university.

Em Portugal, o governo já tentou implementar programas de integração de mestres e doutores nas empresas, mas as suas políticas não resultaram. Ao que parece a maioria dos empresários portugueses estão convencidos de que não necessitam de funcionários altamente qualificados e talvez as tais políticas não tenham sido suficientemente entusiasmantes para quem vive para ter lucro financeiro, não será?

Se reflectirmos nas estimativas do CBI muito há a fazer na Europa para que os “cérebros não se ponham em fuga“, tanto para fora da Europa [no caso dos que já são cientistas] como para formações académicas e profissões mais aliciantes [no caso, dos potenciais cientistas do futuro]:

The CBI estimates that the UK will need 2.4 million more people to work in scientific jobs by 2014.

Podemos ainda reflectir de outra maneira. Pensemos nestes factos:

China, India, Brazil and eastern European countries were producing hundreds of thousands of scientists and engineers every year[…]

Afinal talvez a situação não seja assim tão complicada. Se, a Europa não formar cientistas, outros virão para o seu lugar…

RC
Imagem da Comissão Europeia

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