
Suspensão da actividade
4 Junho 2008
Caros leitores,
Este blogue está suspenso por tempo indeterminado.
Obrigada pela continuação das visitas apesar da inactividade dos últimos meses.
Cumprimentos,
Rita Caré

Caros leitores,
Este blogue está suspenso por tempo indeterminado.
Obrigada pela continuação das visitas apesar da inactividade dos últimos meses.
Cumprimentos,
Rita Caré

Colóquio
Redesenhando a vida humana:
reprodução medicamente assistida, células estaminais e genética
13 de Maio de 2008, 15:30, Fundação Calouste Gulbenkian
A terceira sessão tem como objectivo discutir de que modo novas tecnologias poderão afectar o modo como se define um ser humano e quais as intervenções que é lícito permitir em termos de património genético e medicina regenerativa.
Os oradores convidados da terceira sessão são:
Scott Gilbert (Swarthmore College, Pennsylvania, EUA)
Rayna Rapp (New York University, EUA)
Guido Van Steendam (Universidade Católica de Leuven, Bélgica)
Sarah Franklin (BIOS, London School of Economics, Reino Unido)
Evelyn Fox Keller (Massachusetts Institute of Technology, EUA)
Peter Taylor (University of Massachusetts, Boston, EUA)

Colóquio
A mercadorização da vida, saúde e ambiente: desafios e respostas
12 de Fevereiro de 2008, 15:30
Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra
A segunda sessão abordará questões emergentes relacionadas com as ligações entre a investigação científica, as empresas farmacêuticas e biotecnológicas, as entidades reguladoras e o saber tradicional.
Os oradores convidados da segunda sessão são:
Marcelo Firpo Porto (Fundação Oswaldo Cruz, Brasil)
Jean-Paul Gaudillière (L’Institut national de la santé et de la recherche médicale - INSERM, França)
Philippe Pignarre (Université Paris VIII, França)
Corinne Hayden (University of California, Berkeley, EUA)
Jerome Kassirer (Tufts University, EUA)
Nikolas Rose (London School of Economics, Reino Unido)

Relatório
Scientific research in the media
Dezembro 2007

Documentos do Fórum Europeu de Jornalismo de Ciência


How journalism can hide the truth about science
O processo científico é de longe menos linear do que a imagem que os media sugerem com a sucessão de descobertas que divulgam. Mas, uma simples reportagem pode distorcer os factos.
O retrato que os media fazem da ciência como sendo objectiva e auto-regulada é uma narrativa de arrogância, perpetuando a perspectiva de que a ciência é um processo de passos e descobertas lineares , não dando a noção das tentativas-erro que ocorrem pelo caminho.
O foco exclusivo para os produtos da ciência (a descoberta, a sua utilização e as suas implicações para a humanidade) cria expectativas irrealistas de que a ciência consegue sempre atingir os seus objectivos e quando são conhecidos publicamente os erros cometidos existe uma elevada quebra de confiança.
Contudo, existe forma de apresentar a ciência: com uma postura de humildade, dando ênfase ao facto de o conhecimento cientifico ser produzido através de processos continuados e aos caminhos errados muitas vezes percorridos que vão dar a becos sem saída. É por isso que é importante publicar os resultados negativos.
Se o jornalismo abordar a ciência desta forma, focará os processos, os métodos e as pessoas que envolvidas na construção do conhecimento. Se os redactores de ciência abordarem os temas de forma crítica e se tiverem um olhar mais profundo sob os processos e as pessoas envolvidas.A verdade é que a maior parte desses processos são muito aborrecidos e o público obviamente não se interessa, mas isso não implica que os jornalistas não compreendam esses processos para divulgarem as suas histórias da forma mais fiel aos factos e que incluam os resultados negativos.
Holger Wormer, professor de jornalismo de Ciência da Universidade de Dortmund na Alemanha, estima que apenas uma em cada descoberta científica noticiada é realmente uma descoberta.
A ler o artigo completo no SciDev


Precisa a Biotecnologia de ser popularizada?
Continuando ainda no assunto do post anterior,
recomenda-se a leitura do texto de Filipa Ribeiro no Edit on Web
com referências a autores de textos
do número especial Talking Biotec
do Biotechnology Journal


O GripeNet está de volta pelo terceiro ano com algumas novidades, entre elas novos mapas mais interactivos, o projecto está agora acessível a cegos. O projecto conta este ano com o apoio da Universidade do Porto e da Universidade de Évora.
Inscrevendo-se no site www.gripenet.pt , qualquer cidadão do continente ou ilhas pode participar activamente neste sistema, através do preenchimento de um questionário semanal de sintomas. São gerados automaticamente curvas de incidência gripal e mapas com a distribuição dos casos de gripe ao longo do território nacional.
A informação assim recolhida complementa aquela que é obtida pelos métodos de vigilância convencionais, possibilitando uma detecção precoce de eventuais anomalias (surgimento de pandemias) e uma captação de pessoas que recuperam sem recorrer aos serviços de saúde.
Este trabalho é acompanhado pelo desenvolvimento de modelos matemáticos e plataformas computacionais com capacidade para simular a propagação da gripe em Portugal e avaliar cenários de intervenção.
Este ano, numa parceria com as Universidades do Porto e de Évora, os alunos, professores e funcionários destas duas instituições do ensino superior terão uma zona especifíca para a sua própria monitorização da gripe.
A importância do alerta precoce
Durante uma epidemia típica de gripe, cerca de 5 a 15% da população é afectada por infecções respiratórias. Para além de constituir uma séria ameaça à saúde dos mais novos, dos mais velhos e de pessoas com doenças crónicas, a gripe é também responsável por ausências ao trabalho e à escola, causando uma perturbação social e económica significativa. É causada por um vírus Influenza, facilmente transmissível pelas gotículas projectadas num espirro. Ocasionalmente, no entanto, a gripe é causada por um vírus de um novo subtipo, que, não sendo reconhecido pelo sistema imune, causa uma pandemia de grandes dimensões, ameaçando até os mais saudáveis.
Estes eventos são difíceis de prever e, por isso, importa detectar o mais rápido possível um surto de dimensões acima do normal, de forma a desencadear medidas de prevenção e terapêutica. O Gripenet permite antecipar em cerca de uma semana a leitura da situação epidémica da gripe. De tal forma, que, recentemente, responsáveis do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças, com sede em Estocolmo, consideraram que o projecto pode ser uma ferramenta importante para a detecção antecipada de pandemias (como a da gripe das aves), adiantando que há interesse da Comissão Europeia em implementar o sistema em toda a Europa. Actualmente, para além de Portugal, participam a Bélgica e a Holanda; a Itália prepara-se este ano para o adoptar.
Simultaneamente, a equipa do Gripenet vai extraindo outras informações úteis em matéria de saúde pública. Por exemplo, que é mais provável um holandês ficar em casa, quando contrai gripe, do que um português. Ou que os chamados suplementos vitamínicos não parecem conferir maior protecção perante o vírus da gripe.
Nas duas últimas campanhas (sempre de Novembro a Abril), mais de 10.000 portugueses participaram activamente no projecto.


A palavra Biotecnologia provoca uma série de emoções, desde o deslumbramento até ao medo e à hostilidade. As pessoas compreendem facilmente a utilidade das biotecnologias aplicadas à saúde, muito próximas de cada um de nós. A percepção da sua importância parece ser imediata. Já com os mesmos tipos de tecnologias aplicadas na agricultura e na alimentação não se passa o mesmo. Mas, por exemplo, muitos dos queijos e iogurtes saborosos de que usufruimos hoje dependem das tecnologias biológicas.
Não faltam mitos disseminados por aí sem qualquer tipo de pudor por pessoas com responsabilidades públicas. Existe um enorme desconhecimento e o debate racional não tem muitas vezes lugar. Como qualquer tecnologia, a biotecnologia pode ser aplicada com boas ou más intenções. Existem riscos e benefícios que devem ser tidos em consideração quando se opta pela sua utilização. O desconhecimento do público - de todos os públicos - é generalizado e as consequências podem originar o não aproveitamento de vantagens para as pessoas e para o ambiente.
O Biotechnology Journal lançou um número intitulado “Conversando Biotecnologia” que tem diversos artigos disponíveis gratuitamente e que foca temas como a comunicação da biotecnologia e as dificuldades de comunicar com o público sobre a tecnologia de engenharia genética, mais conhecida pelo grande público pela produção de organismos geneticamente modificados. São também abordadas questões de bioética e de propriedade intelectual, entre outras.


© Diana Marques 2005
A Diana Marques actualizou o seu portfólio de ilustração científica.
Esta pupa e casulo de micro-traça (Wockia chewbacca) foi encomendado pelo Departamento de Entomologia do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, EUA.


Portal de Biotecnologia de Portugal
O portal Biotec-Zone pretende promover a divulgação do conhecimento científico e tecnológico da Biotecnologia em Portugal, assim como as empresas, organizações, marcas, produtos e serviços portugueses cujos objectivos se dirijam para o mercado da Biotecnologia. Por último, e não menos importante, as instituições que leccionam este curso, actualmente, em Portugal.
O portal é concebido por estudantes universitários que pretendem proporcionar conhecimento científico relacionado com a Biotecnologia através de notícias, artigos publicados, informação sobre eventos, apontamentos, trabalhos, posters, animações, bibliografia e links recomendados, entre muitos outros. Simultaneamente, pretem proporcionar soluções eficazes e rentáveis para o desenvolvimento de produtos e serviços Biotecnológicos.
O portal servirá, ainda, como via para organizar encontros de estudantes de Biotecnologia de todo o país, visitas de estudo a laboratórios, jornadas de Biotecnologia, entre outras iniciativas…